Eixo 01
Saúde Integral
O Corpo como Nossa Primeira Morada
A política tradicional nos ensinou a olhar para a saúde de forma mecânica: só se dá atenção ao cidadão quando a doença já tomou conta do corpo físico. O resultado? Filas intermináveis, supermedicalização, e o dinheiro público sendo gasto no "fim da linha" em vez de cuidar da origem.
Nós acreditamos na "Política do Despertar" através do cuidado integral. Cuidar da saúde é devolver a dignidade ao corpo humano — da boca que sorri ao útero que não pode esperar por um exame, da paz da mente ao prato de comida de verdade. Para que o SUS seja uma ferramenta real de cura e prevenção, defendemos cinco batalhas centrais no Congresso Nacional:
O estresse, a ansiedade e as "feras feridas" do cotidiano não podem ser respondidos apenas com consultas de 5 minutos e uma receita de tarja preta. Defendemos a expansão das equipes de saúde mental na atenção básica e a implementação da Prescrição Social no SUS, permitindo que o médico prescreva acolhimento, terapias e suporte comunitário antes que o sofrimento seja tratado exclusivamente com medicamentos, reduzindo as possibilidades de cuidado e aumentando o risco do uso prolongado e inadequado de medicamentos.
Defendemos o fortalecimento e o financiamento público carimbado para as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no SUS — como a fitoterapia, acupuntura, auriculoterapia e meditação. Defendemos a criação e ampliação do Programa Farmácias Vivas em Minas Gerais, apoiando o cultivo local e a distribuição gratuita de plantas medicinais e fitoterápicos de qualidade pelo SUS. Unir a ciência da medicina moderna ao acolhimento integrativo e ancestral é o caminho para tratar a causa do sofrimento e evitar o colapso da saúde pública.
Não é aceitável que mulheres esperem meses por uma mamografia ou anos para diagnosticar a endometriose e a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Saúde da mulher é prioridade absoluta. Defendemos a destinação de emendas federais para Carretas de Diagnóstico Móvel e a criação de Linhas de Cuidado Rápido no SUS para exames preventivos, biópsias e tratamento da dor pélvica crônica.
Tratar a obesidade não é apenas uma questão de caneta emagrecedora ou de remédio caro. A medicação de ponta deve estar disponível no SUS para casos de alto risco metabólico e cardiovascular, mas o Estado não pode gastar bilhões em pílulas enquanto financia agrotóxicos e alimentos ultraprocessados na mesa do trabalhador. Defendemos o acompanhamento nutricional na Atenção Básica, o fortalecimento dos Restaurantes Populares, o incentivo à agroecologia e as hortas comunitárias.
Saúde começa pela boca. Mais de um terço dos idosos brasileiros e milhões de adultos de baixa renda perderam dentes e a capacidade de mastigar e sorrir com dignidade. Defendemos a ampliação dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e o financiamento federal para próteses e tratamentos dentários no SUS. Devolver o sorriso é devolver a autoestima e a saúde digestiva da nossa gente.
